
João Lima da Silva, de 41 anos, trabalhador braçal e pai de dois filhos menores (16 e 13 anos), teve um fim trágico na tarde desta segunda-feira, dia 05, quando tentava ganhar uns trocados para sustentar sua família.
Segundo foi apurado, a viúva que estava no hospital de Brasiléia passando informações aos funcionários do hospital, disse ele sabia que não poderia realizar trabalhos pesados, já que estava descarregando caixas para um mercado na avenida principal de Epitaciolândia, mas precisava trabalhar.
O que foi levantado, segundo um policial civil que ajudou nos primeiros socorros fazendo massagem cardíaca, fazendo com que João ainda respondesse aos procedimentos por alguns momentos, foi a demora em chegar uma ambulância.
Foi apurado que o Corpo de Bombeiros estava sem sua viatura e não foi possível entrar em contato com o Hospital de Brasiléia a tempo. O contato só aconteceu quando ligaram para o Comando da PM e em seguida enviaram um policial de moto para avisar a unidade de saúde.
Nesse período, muitos minutos depois, os policiais civis de Epitaciolândia colocaram João dentro de uma viatura e o levaram ao hospital, mas, já era tarde, não resistiu e morreu momentos antes de receber os primeiros socorros.
Falta telefone de emergência exclusivo
Foi apurado no hospital de Brasiléia que, o numero 192 em Brasiléia ainda não está ativado. Para isso, seria necessário a instalação do centro de atendimento exclusivo com atendentes de plantão.
Quem discar o número 192 do SAMU nas cidades do interior (região do Alto Acre), o atendimento cairá na capital, Rio Branco. O Hospital de Brasiléia tem apenas um número (3546-5000) disponível para atender todo os serviços e chamadas.
O policial que socorreu João, ficou chocado quando soube que não resistiu e morreu. “Se uma ambulância tivesse chegado a tempo, o homem havia sobrevivido”, disse. Populares que presenciaram a cena, ficaram chocados.



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