

Um céu muito azul foi testemunha do sepultamento de Armando Nogueira, nesta terça-feira, no Cemitério São João Batista, Rio de Janeiro. Se ainda estivesse vivo, este seria o cenário ideal para um voo de ultraleve, uma das maiores paixões do jornalista. O cortejo fúnebre foi acompanhado pelo sobrevoo de alguns aviões de pequeno porte.
Agora, que deu seu passo rumo à eternidade, o acreano de Xapuri deixa sua obra como legado pra milhares de desportistas e admiradores.
- O Armando é presente, não é passado - afirmou o jornalista e escritor Zuenir Ventura.
Centenas de pessoas estiveram presentes ao último adeus ao cronista. Esportistas, cineastas e escritores se misturaram aos anônimos, que, muito provavelmente, cresceram saboreando o texto poético de Armando.
Com o caixão coberto pelas bandeiras do Acre e do Botafogo, o hino do Glorioso, seu clube do coração, foi entoado como uma última homenagem ao homem que transformou a crônica esportiva em gênero literário.
- Esta é a hora de um biógrafo começar a escrever sobre sua vida. Foi um homem que realizou com perfeição todas as atividades a que se propôs fazer - disse o cartunista Ziraldo.
O governo do Rio de Janeiro, a prefeitura e o Botafogo decretaram luto oficial de três dias pela morte de Nogueira. Mil minutos de silêncio em memória de Armando Nogueira, um homem do tamanho do Maracanã.



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