
Cleverson acusa policial de abuso de autoridade; sargento Raifran diz que ele cometeu crime de desobediência.
04-Mar-2010
Populares protestam por detenção de jovem que tentou filmar uma ocorrência no trânsito
Dois policiais do 1º Batalhão da Polícia Militar (1º BPM) poderão ser processados pelo estudante universitário Cleverson Cláucio, 19 anos, após ele ser detido porque filmou o momento em que os agentes abordaram um motociclista que havia furado um sinal de trânsito, na rua Rio Grande do Sul.
A radiopatrulha, comandada pelo terceiro sargento PM Raifran, flagrou quando um motociclista avançou sobre o sinal vermelho da Ladeira do Bola Preta, em direção ao centro, em frente ao prédio da Secretaria Estadual de Educação.
O infrator foi seguido pelos policiais e parado alguns metros depois, quando então se iniciou uma discussão entre os policiais e o motociclista.
O acusado de furar o semáforo afirmava que era advogado e que estava atrasado para uma audiência. Por isso, avançou.
Neste momento, Cleverson chegou com a câmera de seu celular acionada e filmando tudo o que se passava.
“Foi neste momento que um dos policiais puxou uma arma, chegou próximo do rapaz, tomou o aparelho e disse que ele estava detido”, afirmou uma das testemunhas.
Neste momento, populares entraram na frente do veículo da PM e tentaram evitar que o estudante de arquitetura fosse levado à delegacia.
Josete Pereira Monteiro, 37 anos, e Jhonata Santos, 18, se prontificaram logo como testemunhas de Cleverson.
Na Delegacia de Flagrantes, para onde ele foi levado, a guarnição alegou que o jovem cometeu crime de desobediência.
Cleverson Cláucio foi ouvido e em seguida liberado, porque o delegado plantonista entendeu que não houve crime.
Segundo um agente de polícia que acompanhou o depoimento na delegacia, o entendimento do delegado foi de que "fazer imagem não compromete a ocorrência de forma alguma”.
“Pelo contrário, todo funcionário público tem o dever de proporcionar a transparência. Algo até melhor para o bom andamento dos trabalhos”, afirmou o agente.
Agora, Cleverson, que estava acompanhado de um advogado na delegacia, poderá protocolar ação indenizatória contra o Estado.
Fonte:www.oaltoacre.com



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